<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1277306095467535177</id><updated>2011-07-28T05:24:59.251-07:00</updated><title type='text'>Pensamentos diversos</title><subtitle type='html'>Pensamentos filosóficos e textos diversos escritos por mim, sem preocupação acadêmica ou bibliografica. Resumindo: textos despretensiosos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://felipe-pensamentos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1277306095467535177/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://felipe-pensamentos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04575117740823269617</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_UGYxrfYrEcY/R-PqOpDZgmI/AAAAAAAAAAU/rCcQWRHtBWk/S220/Cait.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>6</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1277306095467535177.post-3412904852242351724</id><published>2010-05-04T21:01:00.000-07:00</published><updated>2010-05-04T21:02:24.568-07:00</updated><title type='text'>SOLIDÃO, RILKE, JUNG (e eu)</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt; 	&lt;title&gt;&lt;/title&gt; 	&lt;meta name="GENERATOR" content="OpenOffice.org 3.0  (Unix)"&gt; 	&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;A SOLIDÃO AO FINAL DO ROMANTISMO E SUA TRANSMUTAÇÃO NO GÊNIO EXPRESSIONISTA NUMA RELAÇÃO COM O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO DE CARL G. JUNG (e algumas experiências pessoais)&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;		Ao ler um texto de Rilke – Cartas a um jovem poeta – fiquei perplexo com a ênfase do poeta no que seria, segundo ele, mais que uma característica, uma necessidade do verdadeiro poeta – a solidão. Não me lembro se Rilke refere-se apenas à poesia, ao poeta, ou se expande sua reflexão para o artista em si. Eu, pelo menos, vejo que essa possibilidade não apenas existe, como aparece também em outros autores, talvez não totalmente desenvolvida, mas enfim, a encontramos lá.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;		Durante todo o Romantismo, podemos ver um desenvolvimento da imagem do artista perante a sociedade e, talvez até mais importante, de sua imagem para si próprio. Sempre direciono minhas reflexões pensando primeiramente na música, que é minha área de formação, mas creio ser possível expandir isso para outras artes – segundo Harnoncourt (sim, um músico....) toda arte é necessariamente expressão de seu tempo – logo, também posso dizer que todo homem, assim como todo artista, é também expressão de seu tempo. Como dizia, a imagem do artista, tanto em seu próprio reflexo como para a sociedade, transforma-se – de artífice e artesão, com uma função social utilitária e bem definida, como é no barroco e classicismo – em um gênio criador cujo impulso não é mais uma necessidade utilitária da sociedade e sim apenas sua própria (do artista) necessidade de expressão pessoal.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;		Talvez a maior expressão encarnada dessa transformação encontre-se na figura de Beethoven, digo isso porque até as outras artes, geralmente despreocupadas com a nossa arte musical, parecem atribuir a ele essa figura de arauto da imagem romântica do gênio. Beethoven, como podemos observar no decorrer de sua obra, transforma sua linguagem, de clássica e canônica, em extremamente pessoal, pavimentando o percurso que outros artistas românticos depois viriam a percorrer. Sua primeira sinfonia por exemplo, é totalmente clássica, devedora à forma vivaldina tripartite (ainda que com 4 movimentos), com um primeiro movimento de sonata clássica bem tradicional. No percurso de suas sinfonias podemos observar esse desenvolvimento da linguagem de clássica em romântica, ainda que não linear, já que algumas sinfonias, retomam a forma clássica. O desenvolvimento harmônico do primeiro movimento da terceira, porém, já é de uma idiossincrasia de linguagem muito grande, e na nona o gênio criador romântico se evidencia já na forma mesma da obra, cujo último movimento apresenta uso de coros e cantores solistas.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;		Como dizia, Beethoven pavimenta o caminho para que idealistas como Wagner e, bem depois, Strauss, levem esse conceito do gênio criador a outros patamares. Isso não é, porém, restrito à Alemanha. O extremo individualismo de uma linguagem como a de Debussy e também a de Scriabin, permitem-me afirmar que o movimento não era apenas no norte da Europa, mas encontrava paralelos também em França e na própria Rússia do Leste.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;		Bem, até aqui nada de novo, essas idéias me parecem bem claras até. Queria comentar agora sobre o expressionismo, esse sim alemão (pelo menos até onde vai minha cultura ignorante) como devedor do Romantismo, como movimento que apresenta sim rupturas de linguagem, mas que, substancialmente, é romântico em sua estética. Isso não só na música, e para mim, claro está. Paralelamente ao desenvolvimento do dodecafonismo por Schoenberg (corrigam-me se eu estiver um pouco errado sobre as datas), temos Kafka escrevendo, e, já mais para frente, Orson Welles, dirigindo filmes sobre estórias desse último, temos também o expressionismo alemão no cinema, e a produção de Rainer Maria Rilke e o que ele escreveu sobre o artista, conforme comentamos brevemente acima. Além disso tudo, há ainda a ruptura entre Freud e Jung e o desenvolver da psicologia humana particular desse último. Tudo isso, é obvio, não é mera coincidência, e é a respeito desse &lt;i&gt;zeitgeist&lt;/i&gt; que gostaria de comentar.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;		Minha reflexão visa, especialmente, as relações entre o gênio do artista criador de Rilke e o processo de individuação (ainda que, pelo menos nesse momento, não com um termo definido, pelo menos é o que pude perceber nas leituras) descrito por Jung na sua coleção de ensaios entitulada&lt;i&gt; O desenvolvimento da personalidade&lt;/i&gt;. Rilke, ao dissertar sobre a natureza do poeta (a qual expandimos para o artista) em seu diálogo travado com um jovem estudante aspirante à poeta, comenta exaustivamente sobre a necessidade da solidão para o artista. Cita inclusive como exemplo sua própria história de vida e afirma, categoricamente, (com todos os &lt;i&gt;talvezes&lt;/i&gt; que um poeta pode afirmar categoricamente, é claro) que a solidão é uma necessidade do gênio criador. Digno de um poeta, o porquê dessa afirmação não me parece claro em nenhuma das cartas e já nesse momento passei a refletir muito sobre o assunto. Até por experiência própria (ainda que ínfima), me parecia razoavelmente claro que a criação genial (todo meu uso de “gênio” se refere sempre à genuíno, à idéia de algo partivular, individual e não de algo maravilhoso e sobrenatural) necessita sim de recolhimento, mas não conseguia dar uma forma mais concreta a esse pensamento, na verdade nesse momento mais um sentimento do que um pensamento. Hoje, no entanto, após viver realmente sozinho há cerca de um ano e meio, juntamente com processo terapêutico e a leitura de textos de e sobre a psicologia jungiana me parece clara a relação entre Jung e Rilke. Ao comentar sobre o processo de desenvolvimento da personalidade, Jung afirma diversas vezes que esse é um processo muito individual (talvez daí o posterior termo individuação), demorado, necessariamente sofrido e que deve abarcar um auto-conhecimento, por parte do indivíduo, de todos os aspectos de sua psique. Sombra, persona e ego deveriam então integrar-se, formando um indíviduo pleno e individualizado, por assim dizer. A relação entre as duas idéias dá-se, portanto, na medida em que o gênio criador romântico (genuíno, individual) e pós-romântico, de certa maneira até pós-moderno (cá estou falando sobre mim mesmo...), só pode realizar-se através de um profundo conhecimento de si mesmo, processo este descrito por Jung através do processo de individuação.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;		Nesse momento, acho oportuno comentar sobre outra reflexão que me veio hoje mesmo, e que acredito, de certa maneira amarre esse pensamento. Como disse, tenho vivenciado à flor da pele esse processo de solidão. Paralelamente à isso, na verdade não paralelamente, mas também em função disso (além de outras coisas, é claro) vivo hoje se não o mais, um dos mais tristes períodos da minha vida. Apesar disso, se me fosse perguntado “Qual o período da sua vida que você gostaria de estar vivendo?” eu, sem pestanejtar, responderia “Hoje, esse momento mesmo!” Foi aí, pensando a esse respeito durante uma caminhada, que me veio o paradoxo dessa experiência: “Como posso estar vivendo um dos mais tristes momentos da minha vida e ao mesmo tempo não querer trocar de lugar com nenhum outro?” Das duas uma, ou sou um masoquista absoluto, o que rejeitei pois o sofrimento não encontra felicidade em mim, ou estou diante de um aparente paradoxo que deve ter alguma resposta. Refleti e me veio a conclusão de que, apesar de meu enorme sofrimento atual, estou passando por uma fase de auto-conhecimento que nunca tive a oportunidade de passar antes. Percebi também que o início desse processo deu-se já há alguns anos, quando iniciei uma terapia que larguei pouco tempo depois, mas que intensificou-se sobremaneira logo depois de eu ter saído de casa para morar sozinho. Há, portanto, uma relação intrínseca entre as duas coisas, e percebi que estava realmente vivendo aquilo que havia lido em Rilke e em Jung. Jung diz que o processo de desenvolvimento da personalidade não é de maneira alguma fácil, e que, de fato, pouquíssimas pessoas se aventuram nisso, já que o sofrimento inerente ao processo é altíssimo – mas ele diz também que o ser humano só pode viver plenamente individualizando-se. Claro ficou para mim o aparente paradoxo: ele se resolvia pelo fato de eu estar vivenciado um processo de desenvolvimento da personalidade, de compreensão de complexos e união de centros psíquicos. Outra coisa que me ficou claro foi o quanto parece ser necessário a solidão para que esse processo aconteça. Observando algumas atitudes de pessoas ao meu redor (as que nunca passaram pela experiência de morar sozinho) e também de relembrar algumas próprias da época em que vivia com minha mãe (principalmente nos últimos anos, em que minha capacidade reflexiva se intensificava) pude perceber o quanto todos nós transferimos para os outros nossos próprios problemas, e sempre para os outros mais próximos de nós. Se não conseguimos realizar algo, sempre colocamos a culpa nos outros, se não podemos resolver determinado problema, a culpa é também sempre dos outros, geralmente, é claro, dos pais, já que é com esses que temos o maior nível de intimidade e relacionamento. Ainda que tenhamos a consciência desse fato, dessa transferência, como sempre foi meu caso, é extremamente difícil sentir isso de fato, ou seja, unir opostos e transformar racionalidade em sentido. Ficou claro para mim, portanto, que para cair a ficha de muitas coisas em nossa vida, temos muitas vezes de romper com a família por um tempo, temos realmente de ficar sozinhos ou pelo menos psicologicamente sozinhos, o que é extremamente difícil quando a situção física do mundo real não ajuda – creio ser realmente muito difícil um processo de desenvolvimento da personalidade sem uma viagem pelo escuro, sem a vivência da solidão. É apenas na solidão que podemos nos confrontar com nós mesmos, sem projeções, sem transferir a responsabilidade aos outros, como faz a criança.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;		Não estou afirmando nada absolutamente, é claro. Como todas as reflexões e conclusões, essa também está de acordo com esse momento específico da minha vida, e, é óbvio, poderá mudar com o passar do tempo. Queria também colocar que esse pensamento não é tão terrível como parece, já que se afirmo que o processo de individuação recai necessariamente sobre    recolhimento e sofrimento, não afirmo que o processo em si é algo de bom ou imprescindível. Pelo contrário, acho-o extremamente complexo e não faço nenhum juízo de valor no que se refere a isso. Com relação ao porquê de alguns necessitarem desse processo enquanto outros prescindirem dele não posso afirmar nada. Talvez haja alguma relação entre o espírito criador, genuíno, com o necessário desenvolver da personalidade, como diz Rilke, ou, pelo menos, como eu assim o leio. Nesse sentido poderíamos afirmar que o criador, mais do que o artista – já que essa palavra tem ampla margem de significação – necessita desse processo, que não é imprenscindível aos que não nascem com essa necessidade orgânica de dar forma ao que é amorfo. No final das contas, esse processo pode não ter nada de bom, pelo menos não no sentido de se levar uma vida feliz e bem organizada, mas sinto como se fosse, para alguns, absolutamente inevitável. Algo meio que de destino, de que pode-se tentar fugir, mas que em algum momento vai lhe alcançar, algo como o papel do destino numa tragédia – algo que já está traçado desde o início, do qual os personagens tentam fugir, mas ao final, como dito acima, lhes alcança.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;		Estou com certa dificuldade para terminar o texto, como talvez já esteja transparecendo. Enfim, pude organizar melhor algumas reflexões minhas a respeito de várias coisas, e espero que o pouco das minhas experiências possa ajudar alguém em alguma coisa. Nas conversas em que pude falar a respeito disso, me pareceu que as pessoas se moveram de alguma forma com o que eu falei, espero que esse mesmo efeito possa ser sentido no texto, que é (ou está...), infelizmente, desprovido daquela tão amada retórica verbal e corporal.&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1277306095467535177-3412904852242351724?l=felipe-pensamentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://felipe-pensamentos.blogspot.com/feeds/3412904852242351724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1277306095467535177&amp;postID=3412904852242351724' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1277306095467535177/posts/default/3412904852242351724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1277306095467535177/posts/default/3412904852242351724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://felipe-pensamentos.blogspot.com/2010/05/solidao-rilke-jung-e-eu.html' title='SOLIDÃO, RILKE, JUNG (e eu)'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04575117740823269617</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_UGYxrfYrEcY/R-PqOpDZgmI/AAAAAAAAAAU/rCcQWRHtBWk/S220/Cait.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1277306095467535177.post-6507083414929555593</id><published>2010-02-19T05:15:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T06:24:32.828-08:00</updated><title type='text'>Estética platônica aplicada à moral? (.)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-weight: normal"&gt;“&lt;span style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A terceira razão é a que evoquei a princípio; mas ela talvez seja, em nosso universo espiritual, a mais recente e a menos comumente aceita: trata-se do divórcio (…) entre a verdade e o valor, entre o verdadeiro e o bem. Se é a verdade que comanda, como acreditam Platão, Stálin ou João Paulo II, a única virtude é submeter-se a ela. E, uma vez que a verdade é a mesma para todos, todos devem submeter-se igualmente aos mesmos valores, às mesmas regras, aos mesmos imperativos: uma mesma verdade para todos, logo uma mesma moral, uma mesma política, uma mesma religião para todos! Fora da verdade não há salvação, e fora da Igreja ou do Partido não há verdade...&lt;i&gt;O dogmatismo prático, que pensa o valor como uma verdade, conduz assim à consciência tranquila, à auto-suficiência, à rejeição ou ao desprezo do outro – à intolerância.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-weight: normal"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(…) Para quem reconhece que valor e verdade são duas ordens diferentes (esta ligado ao conhecimento, aquela ao desejo), há nesta disjunção, ao contrário, uma razão suplementar para ser tolerante: ainda que tivéssemos acesso a uma verdade absoluta, com efeito, isso não poderia obrigar todo o mundo a respeitar os mesmos valores, nem portanto a viver da mesma maneira. &lt;i&gt;O conhecimento, que se refere ao ser, nada diz sobre o dever-ser: o conhecimento não julga, o conhecimento não comanda! A verdade se impõe a todos, decerto, mas não impõe nada.”  &lt;/i&gt;[grifos meus]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="LEFT" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-weight: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;André Comte-Sponville, Pequeno tratado das grandes virtudes. (Sobre a tolerância).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Uma pergunta? Talvez não, por isso o ponto final entre parêntesis, no título da postagem. Em vários textos de Platão, não vou lembrar-me quais agora, mas se não me engano no Hípias Menor e, com certeza, na República, o filósofo discursa sobre a natureza do belo. Em geral, na estética platônica o belo e o "harmônico" são equivalentes. Em outras palavras, nessa Grécia clássica socrática, reina uma estética cuja base fundamental se assenta na interdependência entre verdade e valor - o belo é aquilo que é bom, e que possui harmonia, simetria e ordem.&lt;div&gt;No "Tratado das grandes Virtudes" de Andre Comte-Sponville, ao comentar a respeito da tolerância, o autor faz um "cross-over" dessa estética platônica com as questões da moral. Isso nada teria de estranho para Platão ou para um esteta do século XVIII (pelo menos no caso da música, que é minha área), mas eu nunca havia pensado nessa relação, hoje. O autor, em determinado momento, assim escreve: "Longe de se dever, para ser tolerante, renunciar a amar a verdade, é, ao contrário, esse próprio amor - mas sem quimeras - que nos fornece nossas principais razões de o ser". E então ele enunciará essas razões. Na terceira delas, que é a que se refere a citação com a qual iniciei o texto, ele comenta que talvez seja a mais recente e menos comumente aceita. Essa afirmação me causou certa estranheza (e, talvez, satisfação), ao mesmo tempo que a explicação em si me fascinou. Explico: me causou certa estranheza e satisfação na medida que confirmou o que já foi dito em algum lugar: que a arte sempre está à frente. Quer dizer, para a arte essa diferenciação entre belo (valor) e harmonioso (verdade) há muito caiu por terra. Não há relação necessária e intrínseca entre o belo e o harmonioso. Pelo menos na música a origem dessa contestação talvez possa ser traçada já no romantismo, mas o modernismo, (e, na música, bem mais o expressionismo) deixa bem óbvio que essa relação não mais existe. É interessante, portanto, notar que essa "razão" de tolerância, que para a arte já é óbvia há tempos, no senso comum não o é. Digo bem "senso comum" e não sociedade, pois a arte não sobrevive e nem pode er compreendida sem contexto social - dessa forma, essa separação entre uma coisa e outra é como se estivesse dormente na mente das pessoas, esperando para acordar em determinado momento. Penso que a obtusidade mental que os meios de comunicação nos causam, tem um papel importante nesse abismo entre estética da arte e senso comum, pelo menos nesse caso. E é essa a estranheza - a estranheza da surpresa que temos em observar um conceito tão óbvio na estética da arte desdobrar-se na esfera da moral - o estranho é a supresa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1277306095467535177-6507083414929555593?l=felipe-pensamentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://felipe-pensamentos.blogspot.com/feeds/6507083414929555593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1277306095467535177&amp;postID=6507083414929555593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1277306095467535177/posts/default/6507083414929555593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1277306095467535177/posts/default/6507083414929555593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://felipe-pensamentos.blogspot.com/2010/02/estetica-platonica-aplicada-moral.html' title='Estética platônica aplicada à moral? (.)'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04575117740823269617</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_UGYxrfYrEcY/R-PqOpDZgmI/AAAAAAAAAAU/rCcQWRHtBWk/S220/Cait.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1277306095467535177.post-5917784639701369981</id><published>2009-09-10T06:38:00.001-07:00</published><updated>2009-09-10T06:47:46.621-07:00</updated><title type='text'>SOBRE A GRIPE SUÍNA</title><content type='html'>"Ao ver a televisão, temos a impressão de vivermos acuados, sob um risco total, cercados por todos os lados de micróbios sedentos de seres humanos, escudados [nós,  humanos] contra a infecção e a morte graças unicamente a uma tecnologia química que nos permite continuar a matá-los antes que nos invadam. Somos convencidos a pulverizar desinfetantes por toda a parte. (...) Aplicamos antibióticos potentes em arranhões leves e vedamo-los com tirinhas de plástico. O plástico é o novo protetor; embrulhamos os copos de plástico dos hotéis em mais plástico e selamos os assentos dos sanitários como se fossem segredos de Estado, depois de esparzi-los com luz ultravioleta. Vivemos num mundo onde os micróbios [ou, como diria o Chavez, micóbrios] estão sempre tentando atingir-nos, despedaçar-nos célula por célula, e só continuamos vivos às custas da diligência e do medo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lewis Thomas, The lives of a cell, in Fritjof Capra, O ponto de Mutação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1277306095467535177-5917784639701369981?l=felipe-pensamentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://felipe-pensamentos.blogspot.com/feeds/5917784639701369981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1277306095467535177&amp;postID=5917784639701369981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1277306095467535177/posts/default/5917784639701369981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1277306095467535177/posts/default/5917784639701369981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://felipe-pensamentos.blogspot.com/2009/09/sobre-gripe-suina.html' title='SOBRE A GRIPE SUÍNA'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04575117740823269617</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_UGYxrfYrEcY/R-PqOpDZgmI/AAAAAAAAAAU/rCcQWRHtBWk/S220/Cait.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1277306095467535177.post-8327026941416377038</id><published>2009-09-04T16:18:00.000-07:00</published><updated>2009-09-04T16:20:19.695-07:00</updated><title type='text'>UniversiOtários</title><content type='html'>&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSURIO%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;UniversiOtários&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Semana passada, quando estava andando pela UNESP, peguei uma revista que estava sendo distribuída por ali, na entrada da cantina se bem me lembro. O nome da revista: OffLine. O número: 13, ano 2, agosto de &lt;st1:metricconverter productid="2009. A" st="on"&gt;2009. A&lt;/st1:metricconverter&gt; capa era interessante, a diagramação bem original, “descolada” – escrevo com aspas pra frisar o “efeito-malhação” da gíria (sim, foi uma ironia). Enfim, a revista é uma coisa abominável, para não dizer coisa pior. Talvez não seja a revista em si o abominável, mas enfim, tratarei disso depois. Antes de dizer qualquer outra coisa, prefiro que pensem por si mesmos, então vou copiar pra cá partes de algumas matérias, frases de efeito, manchetes, etc. Tirem suas próprias conclusões; as minhas eu já tirei, e depois compartilharei com vocês.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Capa e algumas manchetes:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“OffLine”; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Incendiando mentes universitárias”;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“SEXO: ninguém é de ninguém”;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;(...)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Mochilão no Hilton em Paris? Grifes, baladas e um jeitinho brasileiro”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Trechos de matérias:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;“O nosso amor [&lt;i style=""&gt;amor?&lt;/i&gt;]&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;a gente inventa”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Como estou hoje?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje estou hetero e, na verdade, todas as minhas experiências foram muito legais. Se for pensar na mais fora do comum eu diria que foi quando eu transei com dois garotos em um drive-in, mas não foi a mais marcante. As com meu último namorado foram mais marcantes...até porque não era só sexo e tals, era mais intenso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Pimentinha”, jornalismo PUC”. &lt;i style=""&gt;(atentem para o uso de pseudônimo)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“As mulheres não sabem o que querem – Raoni Nicolai&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A pesquisadora da universidade Queen do Canadá, Meredith Chivers, fez um estudo empírico com mulheres e homens, heteros e homossexuais, onde ela mostrava cenas de sexo de todos os tipos (entre homens e mulheres, entre homens, entre mulheres, entre macacos, cenas de masturbação feminina e masculina (...)) monitorando os seus graus de excitação através de sensores em suas genitálias. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em cada cena as pessoas tinham que apertar botões onde diziam qual o grau de excitação que consideravam estar. &lt;i style=""&gt;(apertar um botão! E chamaram isso de pesquisadora!).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O estudo acabou revelando que os homes quase não sentiam excitação que eram contra suas preferências sexuais. Diferente da mulher que são (SIC) muito mais flexíveis e ficavam fisicamente excitadas (vagina úmida e mais vascularizada) mesmo em situações das quais a cena não era considerada excitante a ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não é que as mulheres mentissem no estudo. Apenas não conseguiam interpretar corretamente o que as excitava &lt;i style=""&gt;(??! Então as mulheres tem algum problema de cognição??). &lt;/i&gt;Cenas de sexo, independentemente do tipo, as excitavam muito mais do que as homens, não se restringindo as (SIC) suas preferências sexuais, inclusive nas relações entre macacos do tipo bonobos &lt;i style=""&gt;(??!)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Forever Young &lt;i style=""&gt;(essa é demais pra qualquer um)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fui com uma galera para uma rave e resolvemos experimentar uma droga diferente: o Viagra. Aquele negócio bateu, fiquei duro o tempo inteiro! Mas eu queria zoar, tava muito louco, chegava em todas as minas, abaixava a calça com o menino no talo e começa a cantar “forever Young, I wanna be, forever Young”. Não comi ninguém!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mr. Blue, estudante de publicidade da FIAM” &lt;i style=""&gt;(novamente uso do pseudônimo)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;“Paris, Hilton”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;“&lt;/b&gt;(...)a estudante de RP da FAAP, nossa “patricinha do interior” (...) foi conferir de perto o glamour (?) e a cultura (!!) da capital francesa.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Domingo, dia 12 de julho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seguindo o roteiro turístico básico, aproveitamos o domingo de sol para visitar o Louvre. (...) cm algumas das maiores obras-de-arte do mundo, inclusive a tão falada Monalisa – que, para mim, foi uma grande decepção, já que ela mede míseros 77X53cm.” &lt;i style=""&gt;(??????!!! Acho que essa talvez seja a pior; então a obra de arte se mede pelo tamaanho?? Então ela foi literal ao dizer “maiores obras-de-arte”?!)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Terça, dia 14 de julho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;(...). Ao lado fica a famosa Galerie Lafaytte, uma espécie de loja multimarcas com nomes de peso, como Chanel, Gucci, Dior, Lancôme, Diesel, Seven, Marc Jacobs, dentre outras. Vimos escrita a palavra mágica que tira qualquer mulher do sério – sale.” &lt;i style=""&gt;(já estão vomitando? Por favor tenham estômago para continuar)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Quinta, dia 16 de julho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aproveitando nosso último dia em Paris, tiramos tempo para comprar tudo o que faltava, dando uma rápida passadinha na primeira loja da Dior&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;andando pelos arredores da Champs-Élysées. Inclusive, para quem procura grifes, como Dior e Chanel, os arredores da grande avenida concentram comércio com preços mais populares” &lt;i style=""&gt;(vai à Paris para comprar.....)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Perdão pelos comentários no meio dos textos, não consegui me controlar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A leitura dessa revista me rendeu boas reflexões. Imagino o que caras que lutaram contra a ditadura não há muito tempo atrás, caras que eram universitários, imagino o que eles diriam vendo esse retrato escroto daquilo que deveria ser a centelha da futura nata intelectual brasileira. Me pergunto se os exemplos que vemos nessa revista refletem a nossa sociedade universitária, e, caso reflita, me pergunto se há qualquer chance de salvação, não só para o país, mas talvez para o mundo. Num mundo globalizado como o nosso, é de se pensar se um diagnóstico tal da nossa juventude intelectual não possa ser aplicado a outras regiões do globo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A revista em si até que tem algumas sacadas interessantes, mas me pergunto quantos vêem essas coisas que estão bem à frente de seus olhos. Por exemplo: a matéria principal da revista era o tal do “ninguém é de ninguém”, sobre sexo. O cara que pensou na capa teve uma idéia genial, porque, numa brilhante leitura dos depoimentos vazios e medíocres da maioria do pessoal que enviou (e)histórias, como é o caso da “Pimentinha” e do “Mr. Blue” (aliás, “ninguém é de ninguém” – que liberdade é essa em que as pessoas não podem se identificar???), colocou uma capa onde aparecem manequins (é, bonecos) numa tipo de orgia. Não é logo de cara que você saca tratarem-se de manequins, mas quando se presta atenção....Quer dizer, “ninguém é de ninguém” mas somos todos bonecos! Genial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outra coisa interessante está logo na capa, bem pequeno, espécie de slogan da revista: “incendiando mentes universitárias”. Numa primeira leitura pode parecer algo “cool”, mas peraí. Realmente incendiando, queimando, e não deixando nem cinzas das mentes universitárias. Quer dizer, JÁ está queimada uma mente que tem oportunidade de ir ao Louvre e, ao olhar a Monalisa, diz “nossa, que decepção – esse quadro é suuuuper pequeno!!!”. Quem são esses universitários, meu deus?! Não dá vontade de pegar a cabeça dessa menina e bater contra a parede?? Ou como diria um professor meu, tudo bem que em outro contexto, mas acho que posso aplicar: “por mim, colocava todos no paredão do Fidel”. Mas que maldita pequena-burguesia que nos persegue! Me pergunto se uma revista dessa deveria até circular. Ok. Deveria, porque censura peloamor.....mas enfim....”ninguém é de ninguém – comportamento sexual das novas gerações remove rótulos e cultua o prazer, do jeito que cada um gosta”. Nossa, como são libertários esses jovens: vivem para um hedonismo medíocre e irresponsável, e, ainda por cima, traindo sua condição de escravos coniventes do sistema, resolvem passar a tesoura em si mesmos mandando depoimentos estúpidos, mas...., anônimos!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fiquei puto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E não fiz revisão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E agradeço quem teve a paciência de ler até o fim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Felipe A Moreira, 4 de setembro de 2009.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1277306095467535177-8327026941416377038?l=felipe-pensamentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://felipe-pensamentos.blogspot.com/feeds/8327026941416377038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1277306095467535177&amp;postID=8327026941416377038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1277306095467535177/posts/default/8327026941416377038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1277306095467535177/posts/default/8327026941416377038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://felipe-pensamentos.blogspot.com/2009/09/universiotarios.html' title='UniversiOtários'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04575117740823269617</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_UGYxrfYrEcY/R-PqOpDZgmI/AAAAAAAAAAU/rCcQWRHtBWk/S220/Cait.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1277306095467535177.post-5237825118889823257</id><published>2008-04-19T06:03:00.000-07:00</published><updated>2008-04-19T06:56:59.070-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Julgando sobre nosso ponto de vista (ou talvez uma desculpa para um apaixonado que precisa desabafar) &lt;/span&gt;          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Impressiona, sabem? Como nós (nós todos, em geral, apesar de eu não conhece-los todos; refiro-me à humanidade em geral, ou, talvez, melhor, aos descendentes dessa nossa chamada tradição ocidental judaico-cristã. Bem, não conheço todos - de fato, são poucos os que conheço - mas como isso não tem nenhuma aspiração de artigo científico, então não importa.) temos o costume de julgar os outros em função de nossos próprios valores. Sim sim....alguns mais, outros menos; uns dizem que não fazem isso, outros assumem sem maiores problemas, mas o fato é que, em maior ou menor escala, creio que todos fazemos isso.....Complicado, não? Quer dizer....somos todos da mesma espécie, possuímos todos uma fisiologia que deveria, pelo menos, ser muito similar, mas, apesar disso, e talvez seja isso o que faz de nós diferentes do restante dos animais, nós somos indivíduos. Possuímos a capacidade de nos diferenciar mesmo entre os membros da mesma espécie. Ainda assim, talvez por uma tradição platônico-aristotélica, de crer num pressusposto universal regente e da necessidade de classificação das coisas a fim de melhor compreende-las (funciona? não sei....), parece que nós temos uma tendência a querer colocar as coisas "no mesmo saco", julgando tudo por determinado ponto de vista - em geral, o nosso próprio, condicionado por experiências pessoais e mais um "n" de coisas - e não conseguindo enxergar, dessa maneira, outros formas de ver as coisas.&lt;br /&gt;                Quando estamos na esfera do racional, do científico, isso pode trazer muitos problemas, todos sabem disso. A idéia positivista de julgar o passado de acordo com o olhar do presente - uma visão evolucionista de cabresto - é exemplo disso e todos sabem que essa abordagem já está mais do que superada do ponto de vista epistemológico.....Bem, então, essa unilateralidade de pontos de vista, quando aplicada à epistemologia, é péssima, todos sabem, mas, talvez até por isso e talvez também por uma tradição cultural de busca de conhecimento científico, já foi cansadamente discutida nesse século e, pelo menos nos lugares onde isso (a visão científica, a busca de conhecimento) é tradicionalmente incentivado, continua a sê-lo. Então, queria comentar um pouco sobre a questão emocional desse costume de julgar os outros segundo os próprios valores e pontos de vista.&lt;br /&gt;                Não poderia dizer com certeza (existe isso aí?) mas acredito que o emocional é sempre, ou quase pelo menos, mais complexo que o racional. É óbvio que não existe um limite claro entre as duas coisas, a aparente dicotomia é mais um exemplo da nossa tradição em classificar as coisas e, dessa forma, tentar explicar os paradoxos inerentes à realidade. Mas então.....por que fazemos isso? É uma questão que coloco. Eu, por mim, quando me relaciono com alguem, e sempre coloco isso de relacionamento na pauta, porque acredito que na esfera das coisas emocionais, não há nada que lhe coloque tão de frente ao espelho - espelho falante claro, não só falante, mas que também cospe e bate em você - de repente nossa vida vira de pernas pro ar e já não sabemos mais de nada - o que era o mais importante na sua vida na semana passada já não é mais, seus valores e princípios começam a se desfazer, enfim, "booom" e não entendemos mais nada. Pois bem, quando sentamos e tentamos entender alguma coisa muitas vezes nos deparamos com esse dilema - "por que ela fez aquilo?" (vou me referir a "ela" porque sou (estou?) homem hetero), "mas se ela disse aquilo, então por que age em desacordo?" Essa última frase exemplifica bem aonde quero chegar......"ela disse aquilo, e agiu em desacordo" foi o que ouvimos.....Bem, isso é julgamento certo? Quer dizer, quando pensamos isso estamos julgando a atitude dela incompatível com o que ela tenha dito. Mas a questão é: como podemos saber se essa atitude é, de fato, incompatível com o que quer que ela tenha dito? Não podemos saber, certo? Acho que é bem óbvio que não temos como realmente saber, simplesmente porque não somos a pessoa! Nós somos nós, ou melhor dizendo, cada um é cada um. O incrível é que, mesmo quando percebemos o quão absurdos, quando analisados pormenorizadamente, são os nossos pensamentos (quando julgamos o outro sob nosso olhar idiossincrático), ainda assim não conseguimos deixar de tê-los. Eles simplesmente aparecem. Na verdade aparecem como muito mais que pensamentos. Vem como sensações, sentimentos, e às vezes acabam por suscitar reflexões mais filosóficas como a que estou tentando fazer agora. Acho que essas respostas talvez sejam encontradas (ao menos provisoriamente) na psicologia, mas até agora não obtive resposta. Se alguem souber de algo que possa ler me avise por favor.&lt;br /&gt;            Ao fim ao cabo, acho que escrevo isso pra desabafar. Quando estamos apaixonados nosso mundo fica meio maníaco mesmo não é? Quer dizer, dos meus leitores, creio que aqueles que sentem duma forma mais ou menos parecida com a minha vão entender o que estou dizendo. É triste porque nos encontramos apaixonados e, em decorrência disso, temos atitudes que condizem com a situação. Mas aí é que está, esse condizer é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nosso&lt;/span&gt; condizer, e não necessariamente do outro. Quando o outro tem uma forma de expressar os sentimentos muito diferente da nossa nós acabamos nos decepcionando. Eu, por mim, tenho uma forma analítica de pensar que sempre me leva a crer que ninguem é culpado de nada. Prefiro pensar, por razões óbvias, que uma pessoa nunca é unicamente responsável por nada (esse é Deus) o que leva à idéia de que ninguem tem absolutamente a culpa. A culpa é sempre de todos os envolvidos numa situação ou talvez, ela (a culpa) seja mesmo é da situação! Mas então, voltando ao "Quando o outro tem uma forma de expressar os sentimentos muito diferente da nossa nós acabamos nos decepcionando", então, de quem é a culpa? Sei que acabei de dizer que, racionalmente, não creio que haja alguem culpado. Mas, na prática, eu me sinto culpado quando isso acontece. Por que? Engraçado não é? quer dizer, não faz sentido! É como se o errado realmente fosse eu, tipo, tenho alguma coisa torta que preciso endireitar. Penso, inclusive, que se todos fossem iguais a mim o mundo seria uma catástrofe, com um monte de mais fracos suicidando-se aos 18 anos, outros um pouco mais fortes se cortando, e outros mais velhos chorando dias seguidos e não conseguindo se concentrar. Já passei por essas coisas, não pelo suicídio (embora tenha passado várias vezes pelo vontade de), e foi a pós-reflexão dessas situações que muitas vezes me levou a pensar que seria tão melhor um mundo sem sentimentos. Um utópico mundo de autômatos marxistas onde uma humanidade meio budista viveria uma felicidade plena calcada no respeito ao próximo e na ausência de desejos, excetuando aquele do bem do planeta. Pois é, às vezes me parece que o mundo seria melhor se nós fôssemos máquinas ao invés de humanos, ou ao menos humanos pensando como máquinas........Mas aí vem.........quando me apaixono tudo vira de pernas pro ar. Nesse momento (porque estou apaixonado nesse momento, é claro.....não estaria escrevendo tudo isso se não estivesse, dã) a minha maior felicidade é estar com essa pessoa. Essa felicidade é isso: quando ela repousa seu lindo rosto sobre o meu ombro e nossas mãos se acariciam, e depois eu percebo seus olhos fechados; essa felicidade é a de que eu poderia morrer naquele momento, quer dizer, não há mais nada pra ser feito, é uma felicidade plena.....é verdade, não vou mentir, dura poucos segundos........depois já vem outras vontades, outros medos, que embaraçam tudo. Mas existe. Existe aquele momento que talvez faça com que realmente existe esse substantivo tão estranho, ao mesmo tempo concreto e abstrato, essa tal "felicidade".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1277306095467535177-5237825118889823257?l=felipe-pensamentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://felipe-pensamentos.blogspot.com/feeds/5237825118889823257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1277306095467535177&amp;postID=5237825118889823257' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1277306095467535177/posts/default/5237825118889823257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1277306095467535177/posts/default/5237825118889823257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://felipe-pensamentos.blogspot.com/2008/04/julgando-sobre-nosso-ponto-de-vista-ou.html' title=''/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04575117740823269617</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_UGYxrfYrEcY/R-PqOpDZgmI/AAAAAAAAAAU/rCcQWRHtBWk/S220/Cait.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1277306095467535177.post-3474887744720577099</id><published>2008-03-21T08:31:00.000-07:00</published><updated>2008-03-21T09:53:31.620-07:00</updated><title type='text'>Reflexão sobre o ciúme</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/25/Jealousy_and_Flirtation.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/25/Jealousy_and_Flirtation.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Ciúme&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ciúme é coisa sem sentido, sem razão. Explico: a causa do ciúme é a necessidade de domínio sobre a vontade alheia, algo que, obviamente, é virtualmente impossível. Se é impossível é irracional, sem razão. Pode-se até ludibriar a vontade alheia, mas nunca controla-la de fato.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O ciúme é, na verdade, uma disfarçada insegurança. Enorme insegurança. E também vontade de poder (que nada mais é do que insegurança, também disfarçada). &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Esse desejo de impor a própria vontade à dos outros é, alem de irracional, imoral – a liberdade de julgamento e de ação deve ser inerente a todo ser humano, sendo assim a tentativa de impor, sob quaisquer formas de coerção, os próprios valores e a própria vontade sobre a de outra pessoa é algo, intrinsicamente, imoral. Quem acharia por bem perder a própria liberdade de ação?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Raiva, energia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;A manifestação física do ciúme, seu desdobramento no mundo sensível, é perceptível pelas conseqüências da raiva que ele geralmente suscita. Em geral, o ciúme leva à raiva, ao menos quando não controlado. A raiva também se mostra irracional – todos os seres animados possuem raiva; é a forma pela qual um ser procura atingir seus objetivos quando outros meios de ação se mostraram ineficientes. O problema é que, quando o ser “A” procura atingir os próprios objetivos por meio da raiva, acaba por infligir dano a outro um outro ser, por exemplo, “B”, ser esse que “A” geralmente, em sua cegueira raivosa, acredita ser o impecilho real que o impede de atingir seus objetivos. Logo, vêe-se que a raiva, quando permite algum sucesso, só o permite a um de dois, ou mais, seres. Dessa maneira também, assim como o ciúme, define-se a raiva como algo irracional e, nesse caso, por conseguinte, também imoral.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A raiva, ao mostrar-se no mundo sensível, o faz por ações, por trabalho. Trabalho é gasto de energia. Logo, a raiva leva a um excessivo gasto, também irracional (assim como o ciúme e a própria raiva) de energia, energia essa que poderia ser utilizada em ações mais satisfatórias para a construção de uma sociedade mais equilibrada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Difícil...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Agora falando por mim mesmo. Cheguei a essas conclusões depois de algumas reflexões privadas (sim, ambigüidade; para mim, pessoalmente, o local de reflexão filosófica, por excelência, é o banheiro, em tudo que este proporciona). Penso ser impressionante como uma coisa aparentemente corriqueira e banal como o ciúme pode, depois de analisado, assumir proporções colossais – se essa energia oriunda da raiva que nasce com o ciúme fosse utilizada para questões comunais poderíamos vivenciar uma outra idéia de sociedade pois, afinal, quem não sente ciúme? Infelizmente, eu, por mim mesmo, ainda não a aprendi a controlar esse sentimento tão misterioso (na verdade, qual sentimento não é misterioso quando posto em análise pela razão, que é filha recente dele?). Também não é possível prever quais seriam as conseqüências de um eventual controle sobre esse sentimento. Nosso “pai inconsciente” poderia desgostar-se com o “filho consciente”, por vezes nada pródigo. Como geralmente acontece após refletir, não cheguei a nenhuma conclusão, o que pode ser bom. Ou não.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(imagem: King, Haynes, "Ciúme e flerte"; from "wikipedia")&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;Felipe A Moreira jun/07, mar/08&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1277306095467535177-3474887744720577099?l=felipe-pensamentos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://felipe-pensamentos.blogspot.com/feeds/3474887744720577099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1277306095467535177&amp;postID=3474887744720577099' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1277306095467535177/posts/default/3474887744720577099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1277306095467535177/posts/default/3474887744720577099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://felipe-pensamentos.blogspot.com/2008/03/reflexo-sobre-o-cime.html' title='Reflexão sobre o ciúme'/><author><name>Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04575117740823269617</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_UGYxrfYrEcY/R-PqOpDZgmI/AAAAAAAAAAU/rCcQWRHtBWk/S220/Cait.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
